quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Hong Kong, A Região Que Quer Ser Livre


Este não é um blog que informa sobre os países que falam as variedades da língua chinesa. Então, por que publico aqui um texto sobre Hong Kong, cujo nome oficial é Região Administrativa Especial de Hong Kong da República Popular da China?

O fato é que, apesar de apenas 4,3% da população ter o idioma inglês como língua nativa, 53,1% dos habitantes de Hong Kong têm proficiência em inglês, superando os 48,6% do mandarim (1,9% da população falam esta como primeira língua). No entanto, importante ressaltar que o cantonês, outra variação do chinês, é insuperável: 94,6% dos habitantes falam o idioma, sendo que 88,9% o falam como idioma nativo.

Mas por que essa região, uma das mais densamente povoadas no mundo, hoje com mais de 7,4 milhões de pessoas de várias nacionalidades, localizada em um território de 1.104 quilômetros quadrados, está tão relacionada com o idioma inglês?


Nos séculos 17 e 18, a demanda europeia por artigos chineses, como seda, porcelana e chá, gerou um desequilíbrio na balança comercial entre a China e o Império Britânico. Este, para equilibrar a situação, cultivou ópio na Índia e começou a contrabandeá-lo para a China. A reversão da balança comercial foi prejudicial para o Império Chinês Qing. Além disso, as autoridades orientais ficaram muito preocupadas com o aumento de viciados em ópio dentro do país.


A ocupação colonialista britânica, que estava em pleno crescimento no século XIX, e as medidas do governo chinês contra o comércio de ópio geraram conflitos diplomáticos que culminaram na 1ª. Guerra do Ópio. O resultado, desfavorável para os chineses, terminou com o tratado de Nanquim, no qual a cidade de Hong Kong foi cedida aos britânicos. A segunda guerra do Ópio (1856 a 1860) ainda gerou condições mais favoráveis para o Império Britânico pelo Tratado de Tianjin. Nessa, os franceses também participaram e se beneficiaram também, pois estavam unidos aos vencedores.


A colônia foi expandida em 1898, quando os britânicos obtiveram uma concessão de 99 anos dos novos territórios. A Universidade de Hong Kong foi estabelecida em 1911 como a primeira instituição de educação superior do território.

Desde que eu era muito jovem sempre escutava que Hong Kong era uma região muito desenvolvida, completamente diferente da China continental, tanto em termos culturais como comerciais. E, a partir do momento que comecei a estudar e pesquisar sobre relações internacionais, fiquei sabendo que, em 1997, Hong Kong teria que retornar à China.


Eu me lembro bem desse momento, ocorrido em 1º de janeiro de 1997, após 156 de domínio britânico.


O Reino Unido modificou muito após a 2ª. Guerra, perdendo suas colônias e se tornando um ator menor nas decisões mundiais. Mas, por outro lado, sua população foi gradualmente ganhando muito mais direitos e democracia.


Já a China, antes um império monárquico, se tornou comunista no decorrer do século XX. E, após profundas reformas, se converteu um uma ditadura com liberdade comercial e incentivo brutal do estado ao investimento do capital.


Quando as autoridades britânicas negociaram a devolução de Hong Kong, a China ainda não era a potência que se tornou no século XXI, apesar de estar caminhando a passos largos para tal. Creio que, por isso, Hong Kong conseguiu ter uma legislação especial para seu território, com algumas liberdades, chamada de ‘um país, dois sistemas’.


Os protestos de 2019 em Hong Kong são uma série de manifestações locais e em outras cidades ao redor do mundo, exigindo a retirada do Projeto de Lei de Extradição de Hong Kong, proposto pelo Governo regional. Teme-se que o projeto de lei faça com que a cidade se abra ao alcance da lei chinesa e que as pessoas de Hong Kong fiquem sujeitas a um sistema legal diferente.


Acompanhemos as próximas notícias. Eu torço para que a população de Hong Kong consiga essa difícil vitória e que ela contamine os outros territórios chineses.


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Ernesto Abreu Valle
Curso Particular de Língua e Cultura - Traduções - Serviços de Intérprete - Treinamento Fonético - Consultorias para Viagens e/ou Relações Internacionais.
Inglês - Espanhol - Francês
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Nos escritórios das empresas, em caso de consultorias.
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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Hervé Vilard - Capri C'est Fini


Hervé nasceu em Paris em 24 de julho de 1946. Curiosamente, eu nasci no mesmo dia e mês, mas 22 anos depois. Ele passou por muitas dificuldades na infância e adolescência, pois era órfão de pai e foi separado da mãe, que somente reencontrou no final dos anos 70 e com a qual voltou a morar até a morte dela, em 1981.

Hervé é, na verdade, uma brincadeira com seu nome, René Villard. Em Francês, a pronúncia em conjunto de suas iniciais, R e V, soa Hervé, algo como ‘Ervê’, em português. 

Em 1965, inspirado pela música C'est Fini, interpretada por Charles Aznavour, e por um cartaz turístico sobre a romântica ilha de Capri (Itália), visto por ele em um metrô de Paris, Hervé Vilard compôs a música Capri C’est Fini em parceria com Marcel Hurten. É seu maior sucesso internacional. 


Eu tenho uma relação muito próxima com essa música, pois a conheço desde sempre. Isso porque meus pais, antes do meu nascimento, já tinham o LP e o compacto nos quais foi lançada a mesma. Portanto, a escuto desde 3 anos antes de nascer.


Hervé, agora com 72 para 73 anos, está se apresentando em shows com seus maiores sucessos.  Iniciada em maio de 2018, esta será, segundo o cantor francês, sua última turnê. Ao longo de sua carreira já vendeu mais de 40 milhões de discos.

Acompanhe um vídeo de Hervé, cantando um trecho de Capri C’est Fini, em 2014, na televisão francesa, seguido pelo vídeo original, de 1965 (nos arredores do castelo de Chambord, no vale do Loire), e pela letra completa.




Capri C'est Fini (Hervé Vilard – Marcel Hurten)

Nous n'irons plus jamais
Où tu m'as dit "je t'aime"
Nous n'irons plus jamais
Tu viens de décider
Nous n'irons plus jamais
Ce soir c'est plus la peine
Nous n'irons plus jamais
Comme les autres années

Capri, c'est fini
Et dire que c'était la ville de mon premier amour
Capri, c'est fini
Je ne crois pas que j'y retournerai un jour
Capri, c'est fini
Et dire que c'était la ville de mon premier amour
Capri, c'est fini
Je ne crois pas que j'y retournerai un jour

Nous n'irons plus jamais
Où tu m'as dit je t'aime
Nous n'irons plus jamais
Comme les autres années
Parfois je voudrais bien
Te dire, "recommençons"
Mais je perds le courage
Sachant qu'tu diras non

Capri, c'est fini
Et dire que c'était la ville de mon premier amour
Capri, c'est fini
Je ne crois pas que j'y retournerai un jour
Capri, c'est fini
Et dire que c'était la ville de mon premier amour
Capri, c'est fini
Je ne crois pas que j'y retournerai un jour

Nous n'irons plus jamais,
Mais je me souviendrais,
Du premier rendez-vous,
Que tu m'avais donné;
Nous n'irons plus jamais,
Comme les autres années,
Nous n'irons plus jamais,
Plus jamais, plus jamais.

Capri, c'est fini
Et dire que c'était la ville de mon premier amour
Capri, c'est fini
Je ne crois pas que j'y retournerai un jour
Capri, c'est fini
Et dire que c'était la ville de mon premier amour
Capri, c'est fini
Je ne crois pas que j'y retournerai un jour

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Ernesto Abreu Valle
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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Torre Eiffel, 130 Anos


A Torre Eiffel (Tour Eiffel, em francês), foi construída pelo engenheiro Gustave Eiffel e sua equipe, especialmente para ser o arco da Exposição Universal de 1889, da qual o Império do Brasil participou com um elogiado pavilhão. A Exposição foi realizada em comemoração ao centenário da Revolução Francesa.


Na época, a torre era a estrutura metálica mais alta do mundo e deveria ser desmontada logo após o término da exposição. Opositores ao projeto não faltaram. Eiffel se esforçou muito para levantar e manter a Torre de pé. Muitos a achavam feia e deselegante para a cidade.


Mal sabiam eles que hoje em dia, e já há algumas décadas, imediatamente lembramos da torre quando falamos da França. Felizmente, seu construtor conseguiu uma autorização para que ela permanecesse no Champs de Mars. Portanto, por mais absurdo que possa ser, a Torre existir e chegar aos 130 anos, agora em 2019, era considerado improvável nos primeiros anos de sua existência.


Eu tenho uma história pessoal e especial para contar. Mas tenho que conseguir uma imagem de um slide para ilustrá-la e fica para outro post. Mas vou contar aqui uma curiosidade que foge do convencional. Vem do livro 'Guia dos Monumentos Misteriosos de Paris, de Jean-François Blondel.


Aqui reproduzo trechos:
"Para o levantamento da torre, Gustave Eiffel fez apelo a muitos companheiros carpinteiros. Várias razões explicam sua escolha. A primeira era a importância que a carpintaria de madeira adquiriu na realização de escoramentos e andaimes muito numerosos e complexos. (...) Mas esses carpinteiros também tinham outras qualidades indispensáveis para esse tipo de projeto: eles conheciam o trabalho em altura e deveriam, portanto, não ter vertigem, sabiam levantar cargas com a ajuda de meios simples e confiáveis, os mastros e as gruas, e, enfim, esses homens ligados pelo rito se uniam na dificuldade".



Bem, houve sim uma dificuldade, a princípio, para unir as duas formações rivais (uma de cada lado do rio Sena) dos companheiros carpinteiros. Mas Eiffel também venceu essa barreira e, no final, conseguiu construir a torre em tempo récorde, por conta da tal rivalidade, que gerara uma 'batalha' pela melhor eficiência.


Abaixo uma foto com meu irmão, responsável pela maioria das fotos dessa publicação, em uma visita à Torre:


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