domingo, 1 de março de 2020

Glenn Hughes & David Coverdale

Em algumas oportunidades publico músicas nesse blog, sempre acompanhadas de vídeos e letras e um pouco da história de cada uma delas.

Mas hoje publico a ‘tradução’ de um post de janeiro de 2020, escrito pelo músico Glenn Hughes, famoso por sua participação na terceira e na quarta fases da banda Deep Purple, além de ter feito parte da Trapeze, Black Sabbath e de ter tocado e cantado no grupo de Gary Moore e, é claro, importante citar também sua bem sucedida carreira solo.

No post, Glenn escreve de uma forma bem coloquial, feliz por estar com o amigo de longa data, o músico David Coverdale, a voz principal da terceira e da quarta formações (da mesma forma que Hughes) da banda inglesa Deep Purple e o até hoje líder da Whitesnake, ambas mundialmente famosas.


Importante mencionar e explicar alguns fatos, em linhas gerais, caso o universo do rock internacional não seja do conhecimento de alguns de vocês que estão lendo esse texto.

Bem, no ano de 1974, o Deep Purple era talvez o mais famoso grupo de rock internacionalmente, pois seus shows eram os mais requisitados e ocupava a parte de cima das paradas de sucesso no mundo todo. O ritmo acelerado de ensaios, gravações e shows deteriorou a relação entre os músicos e um deles resolveu pular fora. Logo o cantor Ian Gillan. E, para mudar o direcionamento da banda, os membros originais, Blackmore, Lord e Paice, resolveram, com isso, dispensar também o baixista Roger Glover.

A maior parte dos grupos entra em colapso quando substituem membros de destaque. Curiosamente isso raramente ocorreu com o Deep Purple. Para essa terceira formação, chamaram o baixista e cantor Glenn Hughes, já conhecido no meio musical pela sua banda Trapeze, não tão famosa quanto o Deep Purple, mas que ocupava uma posição intermediária no circuito internacional.

 
Em busca de um vocalista principal, escutaram centenas de fitas enviadas. Até que gostaram de David Coverdale. No entanto, este, ao contrário de Glenn, era um músico inexperiente, com apenas uma simples gravação amadora de estúdio, de uma banda absolutamente desconhecida. Coverdale, na ocasião de seu teste com o Purple, era um funcionário de uma butique em Yorkshire. A situação era tal que, do primeiro show de David com o Deep Purple, os técnicos contam que ele mal sabia sobre os equipamentos usados no palco.

Mas a voz possante de Coverdale e sua determinação ajudaram o Deep Purple a criar outra legendária fase. Pouco tempo depois de entrar já se apresentou com a banda no imenso festival California Jam, diante de cerca de 250.000 espectadores em um show até hoje considerado excepcional. Glenn e David lançaram 3 álbums com o Deep Purple. Capas na montagem abaixo:


Bem, e sobre o texto do post? Vamos lá!

Glenn: ‘Wiv me brother DC this afternoon in Beverly Hills. Luv ya to da moon & back our kid.’

Primeira tradução, para o próprio inglês:
‘With my brother David Coverdale this afternoon in Beverly Hills. (I) Love you to the moon and back, our kid!’

Segunda tradução, para o português:
‘Com meu irmão David Coverdale, nessa tarde em Beverly Hills. Eu te amo até a lua e de volta*, nosso garoto!’
* Como não usamos essa expressão em português, uma tradução melhor seria ‘mais do que tudo nesse mundo’.
 
Comentários:
1) Wiv – a forma correta de pronunciar ‘with’ é usando a pronúncia interdental, algo como se falássemos com a língua presa. Mas, de forma informal, escreve-se também como no post, pela proximidade da pronúncia do ‘th’ interdental com o ‘v’;
2) me – a pronúncia do pronome pessoal do caso oblíquo (objeto) ‘me’, em frases como ‘look at me’, por exemplo, é semelhante à pronúncia, em português, das letras ‘m’ e ‘i’ juntas, ‘mi’;
Já o adjetivo possessivo ‘my’ (em inglês), que significa ‘meu’, e fala-se como ‘mai’, em português, é pronunciado em algumas regiões da Inglaterra e, curiosamente, às vezes por membros da aristocracia inglesa, como se falássemos ‘mi’ em português. Portanto ao escrever ‘me’, Glenn quer dizer ‘my’ falado como ‘mi’ e não como ‘mai’ (Ufa!);
3) Beverly Hills é uma cidade do estado americano da Califórnia, conhecida por suas mansões habitadas por celebridades. Também aparece em vários filmes famosos;
4) A expressão ‘Luv ya to da moon & back’ é, como no comentário 1, uma reprodução informal do jeito coloquial de falar as palavras, ‘traduzidas’ para o inglês na sequência (acima);
5) ‘Our kid’, ‘nosso garoto’, tem a ver com uma explicação acima. O jovem e inexperiente Coverdale teve que ser ‘abraçado’ pela banda para se tornar um astro do rock em tempo recorde. E nunca mais deixou de ser. Mas foi tratado como calouro também, sendo vítima de brincadeiras vindas dos músicos do grupo, principalmente do guitarrista Blackmore.


E o Deep Purple? A banda, que é de 1968, encerrou suas atividades em 1976, mas retornou em 1984 com sua segunda formação. Após umas poucas trocas de músicos continua na ativa, com lançamento de seu próximo disco de estúdio para meados de 2020. O único membro original é o baterista Ian Paice. A maioria dos ex-integrantes do grupo também continuam com suas respectivas carreiras, com exceção do primeiro vocalista, Rod Evans, que sumiu do mapa, e do segundo guitarrista, Tommy Bolin, que morreu em dezembro de 1976.

 
Espero que tenham gostado e compreendido as explicações. E fiquem com ‘Burn’ do álbum de mesmo nome, lançado em 1974, ao vivo no California Jam!


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